Nessa
publicação eu vou falar um pouquinho de quatro transtornos ansiosos. É importante
que o psicopedagogo saiba sobre esses transtornos para saber lidar com o seu
cliente em seu consultório e saber conduzir nas intervenções. Então falaremos
sobre o transtorno de ansiedade de separação, transtorno de ansiedade
generalizada, transtorno obsessivo compulsivo, e a fobia social.
Transtorno de
Ansiedade de separação
Vamos
falar agora um pouco sobre o transtorno de Ansiedade de separação. Geralmente
acomete de 2 a 4% de crianças, ocorre ansiedade excessiva em situações nas
quais a criança necessita afastar-se de casa ou de figuras de apegos
importantes, não é adequado ao nível de desenvolvimento e causa sofrimento
intenso e prejuízo significativo em diversas áreas, quando sozinhas as crianças
temem que algo ruim possa acontecer a si ou aos seus cuidadores.
São
observadas com frequência dificuldades com sono, como pesadelos ou insistência
em ter companhia para dormir, ou ainda resistência ao sono. A recusa escolar é
secundária e frequente. A criança desejar frequentar escola e mostra boa
adaptação prévia, mas sofre por afastar-se de casa. Devemos ter o cuidado para
não confundir transtorno de separação com fobia social. Vamos ver agora os
sintomas: Limitam o aparecimento de comportamento autonômico, restringe
interesses, dificultam a aprendizagem, ocasiona estresse pessoal e familiar, as
crianças tendem a se sentir humilhadas e medrosas com baixa autoestima.
Apresentam muitas vezes comportamento opositor e desobediência.
Avaliação
de rastreio:
IDATE-
inventário de ansiedade Traço-Estado;
CGAS-
escala de avaliação global para crianças e adolescentes; Critérios do
diagnóstico do DSM-5 para ansiedade de separação.
Tratamento:
Tratamento
medicamentoso do sintoma ao alvo;
Terapia
cognitiva comportamental com envolvimento: ensino de estratégias para lidar com
as situações ansiogênicas;
Psicoeducação:
esclarecer ao paciente e família à natureza e a apresentação da ansiedade
normal e da patológica;
Orientação
à escola para reforçar o comportamento de permanência;
Orientação
familiar: melhora das práticas parentais.
Transtorno de
Ansiedade Generalizada
Um
estado permanente de ansiedade sem nenhuma particularização do objeto ou
situação, com o indivíduo, a cada instante de sua existência, sentindo-se
incomodado pelo desconforto subjetivo. Deve ser acompanhado por pelo menos três
sintomas adicionais que inclui: inquietação, fatigabilidade, dificuldade em
concentrar-se, irritabilidade, tensão muscular, perturbação do sono.
Crianças
com transtorno da ansiedade generalizada estão constantemente tensas e dão a
impressão de que qualquer situação é ou pode ser provocadora de ansiedade. São
muito preocupadas com julgamento em relação ao seu desempenho em diferentes
áreas, e são frequentes as queixas somáticas sem causa aparente, com sinais de
hiperatividade autonômica.
Rastreamento
para avaliar se tenho transtorno ansiedade:
IDATE-
inventário de ansiedade Traço-Estado;
CGAS-
escala de avaliação global para crianças e adolescentes; Critérios do
diagnóstico do DSM-5 para TAG.
Intervenção:
Medicamentosa:
diminuição do sintoma- alvo, psicoterapia cognitiva comportamental ou
psicodinâmica: melhora da autoestima e facilitação das interações sociais,
acompanhamento psicopedagógico.
Fobia social
Um
transtorno de ansiedade caracterizado por intensa ansiedade em situações
sociais ou de desempenho, ou em ambas, Acarretando sofrimento excessivo ou
interferindo de forma acentuada no dia a dia da pessoa.
Pessoas
com fobia social manifestam medo excessivo, persistente e irracional de serem
vistos comportando-se de modo humilhante ou embaraçoso, e de consequente
desaprovação ou rejeição por parte dos outros. Mais comum no início na
adolescência.
Avaliação
de rastreio:
Critérios do diagnostico do DSM-5
CGÁS
Avaliações psicodinâmicas.
Intervenção:
Medicamentosa:
diminuição da sintomatologia.
Psicoterapia
cognitiva comportamental: reconhecimento de padrões mentais disfuncionais,
aumento da autonomia, discriminação da real situação, diminuição da
dependência.
Orientação
familiar: diminuição da superproteção e adequação das expectativas com relação
ao paciente.
Transtorno Obsessivo
Compulsivo
Obsessões
ou compulsões recorrentes e graves a ponto de consumir em tempo ou causado
sofrimento acentuado ou prejuízo significativo ao paciente.
Intrusão
de pensamentos, imagens e impulsos na atividade psíquica, podendo abarcar
significações obscenas, violentas ou simplesmente sem sentido específico,
reconhecidas como pertencentes à própria vida psíquica do indivíduo, embora sem
intencionalidade ou controle.
Avaliação
de rastreio: anamnese e critérios do diagnóstico do DSM-5.
Tratamento:
Medicamentoso:
minimizar um sintoma alvos, na maioria das vezes antidepressivos.
Psicopedagogia:
minimizar as dificuldades acadêmicas melhorando a autoestima.
Psicoterapia
de base cognitivo comportamental.
Orientação
familiar: esclarecimento da condição e diminuição de condutas inadequadas que
reforçam a expressão do quadro.
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